Vacinas: o que você ainda precisa saber

# 1: Não há nenhuma prova de que vacinas não causam autismo.

A Academia Americana de Pediatria publicou uma lista de mais de 40 estudos que mostram que não há qualquer ligação entre vacinas e autismo.

# 2: Um estudo da Inglaterra mostrou uma ligação entre vacinas e autismo.

Esse tópico também está relacionado ao primeiro. Sim, um estudo publicado na revista The Lancet, em 1998 trazia esse material. Hoje, você abre o link da revista e vê bem grande, em letra de forma e vermelho: RETRACTED. O estudo foi corrigido, revisto, o médico-pesquisador que o liderou, Andrew Wakefield, mostrou ter falsificado os dados e foi despojado de sua licença médica e banido da comunidade científica na Inglaterra.

# 3: Há muitas histórias sobre crianças terem desenvolvido autismo depois de terem sido vacinadas.

Ainda estamos falando do argumento #2. O The New York Times publicou um excelente artigo, mostrando como um falso estudo científico continua impactando tão negativamente a saúde pública em todo o mundo. Histórias não são provas. Não há nenhuma razão para acreditar que as vacinas provocam autismo.

# 4: Não é da conta de ninguém se meus filhos não se vacinarem…

Na verdade, os pais que deixam de vacinar seus filhos podem estar comprometendo a saúde de outras crianças que são incapazes de tomar a vacina porque elas são muito jovens. Quando o número de crianças não vacinadas sobe acima de um certo limite, a imunidade coletiva é comprometida,  e doenças evitáveis ​​voltam com força total em algumas comunidades. Vejam o caso “simples da rubéola”, doença benigna em crianças, um pouco mais sintomática em adultos (febre alta, dores articulares), mas que, se for transmitida a uma gestante no primeiro trimestre de gestação pode levar a abortamentos, prematuridade e à Síndrome da Rubéola Congênita. Esse quadro é composto de malformações congênitas de grandes órgãos e sistemas, como oculares (microftalmia, retinopatia, glaucoma e catarata), cardíacas, deficiência auditiva e alterações neurológicas e retardo mental. É até possível a ocorrência de formas leves, com surdez parcial ou pequenas deficiências cardíacas, que só serão diagnosticadas muitos anos após o nascimento. E quem arca com as consequências dessa atitude de não vacinação no caso dessa família?

# 5: As vacinas podem causar uma sobrecarga no sistema imunológico da criança.

Isso não é verdade. A partir do momento em que os bebês nascem, eles são expostos a todos os tipos de vírus causadores de doenças. Assim, a maioria dos médicos concorda que o sistema imunológico de uma criança pode lidar com os antígenos imunoestimulantes presentes em várias vacinas. Na verdade, as crianças são expostas a mais antígenos no ambiente, todos os dias, do que aqueles que recebem em todas as suas vacinas combinadas.

# 6: “Imunidade natural” é melhor do que a imunidade que vem de vacinação.

A chamada “imunidade natural” resulta dos esforços do corpo lutando com sucesso contra uma doença infecciosa. As pesquisas mostram que a resposta imune das pessoas que foram vacinadas contra várias doenças é tão boa quanto a de pessoas cuja imunidade vem de uma infecção. Mas, a imunidade adquirida pela vacina é preferível, porque vem sem uma infecção potencialmente perigosa.

 

 

Você também poderá gostar:

Translate »